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Energia Eólica


Energia eólica e sustentabilidade: A revolução sendo movida a vento.


A utilização da fonte eólica para a geração de eletricidade, em escala comercial, se acentuou na década de 1970, quando a crise internacional de petróleo atingia seu cume. Os EUA e alguns países da Europa se interessaram pelo desenvolvimento de fontes alternativas para a produção de energia elétrica, buscando diminuir a dependência do petróleo e carvão o que impulsionou para a busca de uma alternativa.

A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica pública foi instalada em 1976, na Dinamarca. Atualmente, existem mais de 30 mil turbinas eólicas em operação ao redor do mundo.

A energia eólica, ou aerogeradores como pode ser chamado, nada mais é do que a conversão da energia do vento em eletricidade, usando turbinas eólicas. Uma turbina de vento recolhe a energia cinética do vento e converte-a compativelmente para a eletricidade de uma casa.

Diante da atual crise ambiental que passa o planeta Terra e com o aumento das agressões ambientais, as matrizes energéticas predominantes no Brasil causam danos ao meio ambiente e nesse contexto a energia eólica é pouco explorada nesta nação que possui elevado potencial de geração.

Desse modo, a energia dos ventos pode ser transformada em eletricidade, sendo umas das fontes mais limpas existentes no nosso planeta, porém pouco aproveitada e levando-se em conta que o início de sua utilização é milenar mostra a pouca importância de investimento no setor.

Segundo o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) o Potencial Eólico Brasileiro é mais de 350 GW, porém em 2010, o mercado eólico brasileiro atingiu apenas 931 MW, onde era esperado 1GW, retratando a baixa exploração de uma potencialidade invejada por outras nações que possuem alta tecnologia, mas não dispõe de campo para geração.

Assim, visto a vasta importância desta fonte e o baixo investimento público na geração de energia elétrica a partir dos ventos, este trabalho busca a despertar tal conscientização no sentido de reafirmar a relevância desta fonte energética em detrimento de outras que venham poluir o planeta, desenvolvendo uma idéia ecológica e sustentável.

O Brasil tem uma ferramenta importante nesse cenário global, pois além das amplas terras, a velocidade dos ventos excede as expectativas, desse modo a expansão da energia eólica pode contribuir significativamente para redução do avanço das fontes poluentes e não-renováveis.


Por outro lado é importante chamar atenção aos baixos níveis de investimento público nesta fonte em que o Brasil possui grande potencial de geração, sendo que a produção energética atual ainda é baixa visto a alta potencialidade que o país possui e dos benefícios econômicos que podem ser impulsionados com a expansão desta fonte.

Em 2012 o Brasil produziu cerca de 1.200 megawatts, correspondendo a apenas 0,6% de participação no sistema elétrico nacional, porém possuía apenas 46 parques eólicos (usinas eólicas) em todo território nacional. A partir de 2013 o governo federal inaugurou 140 novos empreendimentos que em operação resultará um potencial de geração ainda maior.

Com estes novos parques eólicos, passaremos a produzir cerca de 5 mil megawatts, passando para 4,2% de participação no sistema elétrico nacional, com isso diversas empresas estrangeiras já mostraram interesse em estudos de viabilidade técnica para implementação de grandes parques eólicos no Brasil

Os Principais Parques Eólicos no Brasil são:

- Complexo Eólico Alto Sertão I - localizado no semiárido baiano, é o maior parque gerador de energia eólica do Brasil e também da América Latina. As 184 torres geram 294 megawatts de energia (cerca de 30% de toda energia eólica gerada no Brasil). Inaugurado em junho de 2012, o complexo pertence a empresa Renova Energia e teve investimento de 1,2 bilhão de reais.

- Parque Eólico de Osório: instalado no município gaúcho de Osório, é o segundo maior centro de geração de energia eólica no Brasil (em 2011). Possui a capacidade instalada de 150 megawatts.

- Usina de Energia Eólica de Praia Formosa: instalada na cidade de Camocim (Ceará). Possui a capacidade instalada de 104 megawatts.

- Parque Eólico Alegria: instalado na cidade de Guamaré (Rio Grande do Norte). Possui a capacidade instalada de 51 megawatts.

- Parque Eólico do Rio de Fogo: instalado na cidade de Rio do Fogo (Rio Grande do Norte). Possui capacidade instalada de 41 megawatts.

- Parque Eólico Eco Energy: instalado na cidade de Beberibe (Ceará). Possui capacidade instalada de 25 megawatts.

Em alguns países como Estados Unidos e Reino Unido a Energia eólica já é uma realidade principalmente em condomínios residências que prezam pela busca do sustentável e estão usando geradores de vento para produzir sua energia. Os altos preços de energia, juntamente com um desejo de usar recursos energéticos mais "verdes” tem alimentado um crescente interesse na energia eólica.


Em uma aplicação residencial, uma casa é servida tanto pela turbina eólica ou pela empresa elétrica local, caso a velocidade do vento seja inferior à velocidade mínima para fazer a rotação das pás a casa passa a ser servida pela concessonária local. E assim se aumentar a velocidade do vento a casa passa a ser servida de eletricidade pela energia eólica. Quando a turbina produz mais eletrecidade do que as necessidades da casa, então o excedente é vendido para a concessionária.

As pequenas turbinas eólicas têm classificações de capacidade de 1 – 100 quilowatts, e pode alimentar facilmente uma casa residencial. Os consumidores americanos que instalarem os sistemas residenciais eólicas de pequeno porte, com uma capacidade não superior a 100 quilowatts podem receber um crédito fiscal de 30% residencial pelo programa de " Eficiência Energética do Consumidor”, exelente incentivo, pena que no Brasil não exista políticas e incentivos dessa maneira para os consumidores finais.